NEGACIONISMO DIDÁTICO SEGREGACIONISTA: SILENCIAMENTOS NA NARRATIVA DIDÁTICO-HISTORIOGRÁFICA E SEUS IMPACTOS NO ENSINO DE HISTÓRIA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.062-089Palavras-chave:
Consciência histórica, Ensino de História, Livros didáticos, Narrativa didática, NegacionismoResumo
O presente artigo propõe a ampliação da tipologia conceitual de negacionismo interpretativo a partir da criação de uma nova dimensão analítica: o negacionismo didático em sua forma segregacionista. Partindo das contribuições de Stanley Cohen e Márcia Elisa Teté Ramos, que sistematizaram o negacionismo interpretativo e implicatório, argumentamos que o campo do ensino de História demanda uma leitura específica desse fenômeno, especialmente no âmbito da narrativa didático-historiográfica. Fundamentado na Didática da História e na teoria da consciência histórica, o estudo compreende o negacionismo não apenas como negação factual, mas como um conjunto de operações cognitivas, éticas e narrativas que produzem apagamentos, distorções e exclusões. Nesse sentido, a dimensão didático-segregacionista manifesta-se quando sujeitos, grupos sociais e experiências históricas são sistematicamente silenciados ou marginalizados nos currículos e livros didáticos, reproduzindo perspectivas eurocêntricas e tradicionais. O problema de investigação consiste em compreender como esse tipo de negacionismo opera na narrativa escolar e quais são seus efeitos na formação da consciência histórica dos estudantes. As fontes de análise incluem a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as coleções didáticas do Ensino Médio aprovadas no PNLD 2026-2029. Como resultado, evidencia-se que o negacionismo didático segregacionista não nega explicitamente os fatos históricos, mas atua por meio da seleção, hierarquização e exclusão narrativa, comprometendo a formação de uma aprendizagem histórica crítica e plural.
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