ANÁLISE SOCIODEMOGRÁFICA DA SÍFILIS GESTACIONAL E CONGÊNITA NO MUNICÍPIO DE ROLIM DE MOURA-RO ENTRE OS ANOS DE 2015 E 2025
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-038Palavras-chave:
Penicilina G Benzatina, Sífilis Congênita, Sífilis Gestacional, Vigilância EpidemiológicaResumo
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível que representa um de grande desafio para a saúde pública, especialmente durante a gravidez, devido ao risco de transmissão vertical e dos efeitos materno-infantis associados à sífilis congênita. O objetivo deste estudo foi analisar os casos de sífilis gestacional e congênita registrados no município de Rolim de Moura-RO entre os anos de 2015 a 2025, descrevendo o perfil sociodemográfico das gestantes, a evolução das notificações ao longo do tempo e os aspectos referentes ao tratamento e acompanhamento de seus parceiros. Trata-se de um estudo transversal e descritivo, baseado em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Durante o período analisado, foram notificados 237 casos de sífilis gestacional, com aumento progressivo a partir de 2020 e picos em 2023 e 2025. Notou-se uma predominância de casos em gestantes de 20 a 29 anos, mulheres pardas e com escolaridade até o ensino médio. A maioria das gestantes recebeu tratamento adequado com Penicilina G benzatina, o que pode explicar a baixa ocorrência de sífilis congênita, com ausência de casos entre 2023 e 2025. Entretanto, permaneceu uma proporção significativa de parceiros não tratados ou com informações ignoradas, aumentando o risco de reinfecção. Concluindo que, apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, a sífilis gestacional continua sendo um desafio no município, exigindo fortalecimento do pré-natal, da abordagem do parceiro e da vigilância epidemiológica.
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