LESÕES CERVICAIS NÃO CARIOSAS: DESAFIOS NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL E MANEJO MULTIFATORIAL — REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.068-033Palabras clave:
Desgaste dentário, Hipersensibilidade dentinária, Lesões cervicais não cariosas, Materiais dentários, Tomografia de coerência ópticaResumen
As lesões cervicais não cariosas (LCNC) correspondem à perda irreversível de tecidos dentais mineralizados na região cervical, não atribuída primariamente à cárie. Esta revisão integrativa teve como objetivo analisar evidências sobre desafios do diagnóstico diferencial e manejo multifatorial das LCNC, incluindo estratégias preventivas, não restauradoras e restauradoras. Foi realizada busca bibliográfica estruturada em PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, SciELO e Google Acadêmico, seguida de triagem, avaliação crítica descritiva e síntese qualitativa de 11 estudos. As evidências reunidas são compatíveis com etiopatogenia multifatorial, na qual fatores friccionais, químicos/erosivos e biomecânicos podem interagir. Estudos in silico e ex vivo fornecem plausibilidade mecânica para maior concentração de tensões e microdanos sob cargas não axiais; entretanto, a evidência clínica não permite atribuir à abfração um papel etiológico isolado nem sustenta o ajuste oclusal profilático como medida de prevenção da progressão das LCNC. A tomografia de coerência óptica (OCT) mostrou potencial como método complementar em estudos ex vivo, enquanto a estereomicroscopia contribui principalmente para caracterização micromorfológica de dentes extraídos. O manejo deve priorizar identificação e controle de fatores associados e medidas conservadoras. A literatura revisada sugere que determinados protocolos com laser de diodo podem reduzir a hipersensibilidade dentinária sem comprometer a retenção restauradora, mas os resultados dependem do protocolo. Abordagens biomiméticas com peptídeo P26 e quitosana permanecem experimentais. Quando a restauração é indicada, resinas compostas e cimentos de ionômero de vidro modificados por resina apresentam desempenho clínico favorável, sem demonstração consistente de superioridade global de um material em todos os desfechos. Conclui-se que o manejo das LCNC deve ser individualizado, conservador e guiado pela atividade da lesão, pelos fatores associados e pelas necessidades clínicas do paciente.
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