SÍNDROME DE BURNOUT, CULTURA DA HIPERPRODUTIVIDADE E ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO: CONTRIBUIÇÕES DA ERGONOMIA ORGANIZACIONAL PARA A COMPREENSÃO DOS RISCOS PSICOSSOCIAIS
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.068-015Palabras clave:
Ergonomia Organizacional, Organização do Trabalho, Riscos Psicossociais, Saúde do Trabalhador, Síndrome de BurnoutResumen
As profundas transformações ocorridas na organização do trabalho nas últimas décadas intensificaram as exigências cognitivas, emocionais e organizacionais impostas aos trabalhadores. Nesse contexto, a Síndrome de Burnout consolidou-se como um importante fenômeno relacionado ao trabalho, caracterizado pelo esgotamento decorrente da exposição prolongada a condições laborais desfavoráveis. Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre a organização do trabalho, a cultura da hiperprodutividade e o desenvolvimento da Síndrome de Burnout, discutindo suas interfaces com os princípios da Ergonomia Organizacional. Adotou-se como método a revisão integrativa da literatura, estruturada a partir de protocolo previamente definido, contemplando publicações científicas sobre Burnout, fatores psicossociais, organização do trabalho e ergonomia. A análise evidencia que a intensificação do trabalho, a ampliação das exigências de desempenho, a redução da autonomia, a insuficiência de recursos organizacionais, as falhas de comunicação e a fragilidade das redes de apoio constituem fatores que favorecem o adoecimento ocupacional. Sob a perspectiva da Ergonomia Organizacional, tais elementos devem ser compreendidos como componentes do sistema sociotécnico, cuja configuração influencia diretamente a saúde, a segurança e o desempenho humano. Conclui-se que a prevenção do Burnout requer intervenções estruturais voltadas ao redesenho da organização do trabalho, ao equilíbrio entre demandas e recursos e à promoção de ambientes laborais mais saudáveis, superando abordagens centradas exclusivamente no indivíduo.
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