O TRAUMA QUE PERMANECE: VIOLÊNCIA SEXUAL NA INFÂNCIA E SEUS ATRAVESSAMENTOS NA VIDA ADULTA

Autores/as

  • Maria Clara Silva Gomes Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-070

Palabras clave:

Desmentido, Escuta, Psicanálise, Repetição, Simbolização

Resumen

Este capítulo analisa, sob a perspectiva psicanalítica, as possíveis repercussões da violência sexual vivenciada na infância e não revelada sobre a constituição subjetiva na vida adulta. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica, fundamentada em revisão narrativa da literatura, com ênfase nas contribuições de Sigmund Freud e Sándor Ferenczi para a compreensão do trauma, da repetição, do silêncio, do desmentido e da elaboração. A discussão evidencia que a experiência traumática não se restringe ao acontecimento em si, podendo permanecer relacionada à trajetória subjetiva conforme as condições de simbolização e reconhecimento encontradas pelo sujeito. O silêncio é compreendido como fenômeno complexo e relacional, podendo assumir funções distintas e ser intensificado quando a fala encontra descrédito ou desmentido. A literatura também aponta possíveis repercussões na relação com o corpo, na sexualidade e nos vínculos afetivos, sem sustentar, contudo, uma relação causal ou determinística entre a violência e uma trajetória psíquica específica. Nesse sentido, a experiência traumática pode produzir marcas significativas, mas não define integralmente o sujeito nem seu futuro. Por fim, discute-se a clínica psicanalítica como espaço de escuta e elaboração, no qual a repetição pode tornar-se objeto de interrogação e a experiência anteriormente silenciada pode adquirir novos sentidos.

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Publicado

2026-08-28

Número

Sección

Capítulos

Cómo citar

Gomes, M. C. S. (2026). O TRAUMA QUE PERMANECE: VIOLÊNCIA SEXUAL NA INFÂNCIA E SEUS ATRAVESSAMENTOS NA VIDA ADULTA. Aurum Editora, 849-863. https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-070