VIVÊNCIAS COM A MÚSICA NA PRÁTICA CLÍNICA COM AUTISMO: ENTRE SONS, GESTOS, AFETOS E EXPRESSÃO
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.063-031Palabras clave:
Comunicação, Expressão emocional, Interação social, Musicoterapia, Música, Neuroplasticidade, Transtorno do Espectro AutistaResumen
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que pode envolver dificuldades na comunicação social, na interação e na flexibilidade comportamental, além de alterações sensoriais e padrões repetitivos de comportamento. Nesse contexto, a música e a musicoterapia apresentam-se como recursos terapêuticos capazes de favorecer a comunicação, a interação social, a expressão emocional e a autorregulação. O presente trabalho discute a utilização da música na prática clínica com pessoas com TEA, destacando suas bases neurológicas e seu potencial para estimular diferentes regiões cerebrais relacionadas à percepção auditiva, movimento, memória, motivação e emoções. O processamento musical pode utilizar redes neurais amplas e, em alguns casos, mais preservadas do que aquelas envolvidas na linguagem oral, possibilitando uma via alternativa de comunicação e interação. Além disso, o ritmo pode atuar como um organizador externo, auxiliando na antecipação de ações, na coordenação motora e na organização do comportamento. Dessa forma, a música constitui uma ferramenta terapêutica relevante, podendo contribuir para experiências de comunicação, expressão e vínculo no atendimento clínico de pessoas com TEA.
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