MACHOÍSMO SOCIAL: UMA PROPOSTA CONCEITUAL PARA COMPREENDER AS NOVAS MASCULINIDADES REATIVAS NA CULTURA DIGITAL
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.063-018Palabras clave:
Cultura Digital, Identidade Social, Manosphere, Masculinidades, Plataformas DigitaisResumen
As transformações nas relações de gênero, a intensificação da cultura digital e a crescente influência das plataformas digitais na produção de identidades têm ampliado o interesse acadêmico pelas novas formas de construção das masculinidades. Nesse contexto, comunidades virtuais associadas à chamada manosphere, entre elas os movimentos Redpill, passaram a ocupar espaço significativo nos debates sobre gênero, sociabilidade e comunicação digital. Embora esses fenômenos tenham sido abordados por diferentes campos do conhecimento, observa-se a predominância de análises centradas em aspectos específicos, como as relações de poder, a misoginia, os movimentos masculinistas ou o funcionamento das plataformas digitais. Este artigo tem como objetivo propor o conceito de Machoísmo Social como categoria analítica original, destinada à compreensão dos processos de reconstrução identitária masculina mediados pelas tecnologias digitais. Trata-se de um ensaio teórico, de abordagem qualitativa, fundamentado em revisão narrativa da literatura nacional e internacional sobre masculinidades, cultura digital, estudos de gênero e comunicação em plataformas. A discussão dialoga com contribuições de Connell, Kimmel, Castells, van Dijck, Gillespie, Ging e Van Valkenburgh, articulando esses referenciais à proposição de um modelo analítico próprio. Defende-se que o Machoísmo Social pode ser compreendido como um processo sociocultural caracterizado pela interação entre transformações sociais, experiências individuais, mediação algorítmica e produção coletiva de narrativas sobre masculinidade em ambientes digitais. Como contribuição teórica, apresenta-se um modelo composto por quatro dimensões analíticas: estrutural, discursiva, tecnológica e identitária, as quais buscam integrar diferentes perspectivas presentes na literatura. Conclui-se que a categoria proposta constitui uma hipótese interpretativa passível de investigação empírica, podendo contribuir para os estudos sobre masculinidades, cultura digital, educação e comunicação.
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