RUPTURAS CONCEITUAIS NA GEOGRAFIA ESCOLAR: A INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA COMO CAMINHO PARA O RACIOCÍNIO GEOGRÁFICO INTEGRADO
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.050-062Palabras clave:
Ensino de Geografia, Geografia Escolar, Intervenção Pedagógica, Elementos e Fatores do Clima, Totalidade EspacialResumen
O presente estudo analisa a persistente dicotomia entre a Geografia Física e a Geografia Humana no ambiente educacional, investigando seus impactos na fragmentação do ensino e na perda de significado prático para os discentes. O objetivo geral centrou-se em refletir sobre a relevância de aproximar a geografia da natureza, ou geografia física da realidade dos estudantes, por meio de uma ação pedagógica contextualizada capaz de diferenciar com clareza os elementos e fatores climáticos. A metodologia, fundamentada em uma abordagem empírica e qualitativa, estruturou-se a partir da aplicação prévia de uma avaliação diagnóstica para a identificação de lacunas conceituais. O universo amostral delimitou-se a turmas de primeiro ano do Ensino Médio da Escola Plena Pindorama, conduzido sob estritos padrões éticos de confidencialidade e preservação da identidade dos participantes. Os resultados alcançados com o desenvolvimento da intervenção pedagógica evidenciaram a superação das dificuldades de aprendizagem diagnosticadas e a conversão de entraves conceituais em oportunidades reais de aprendizado, atenuando a superficialidade com que a temática era assimilada anteriormente. Conclui-se que o resgate da categoria de totalidade espacial e a desconstrução de dualidades históricas positivistas na prática docente são indispensáveis para mitigar o ensino desarticulado, validando a intervenção pedagógica como um instrumento essencial que possibilita aos estudantes a consolidação do raciocínio geográfico pleno e, ao professor, a constante revisão crítica de sua práxis educativa no cotidiano escolar.
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