O PAPEL DOS MARCADORES MOLECULARES NA CONDUTA TERAPÊUTICA DE NÓDULOS TIREOIDIANOS COM CITOLOGIA INDETERMINADA (BETHESDA III E IV)
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-048Palavras-chave:
Câncer de tireoide, Marcadores moleculares, Nódulos tireoidianosResumo
O câncer de tireoide é a neoplasia maligna mais comum no sistema endócrino, com uma previsão de 16.450 novos casos por ano no Brasil durante o triênio de 2026 a 2028. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é o principal método diagnóstico inicial para a avaliação citológica de nódulos suspeitos. No entanto, aproximadamente 25% dos casos resultam em citologia indeterminada, sendo classificados nas categorias III (atipia de significado indeterminado) e IV (neoplasia folicular) do Sistema Bethesda. Este trabalho é uma revisão integrativa da literatura que visa examinar a função dos marcadores moleculares, particularmente as mutações BRAF V600E, RAS e os rearranjos RET/PTC, na definição do tratamento para pacientes com nódulos tireoidianos classificados como Bethesda III e IV. A pesquisa foi conduzida nas bases de dados PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), abrangendo estudos publicados de 2017 a 2025. Os resultados mostraram que painéis moleculares de segunda geração, como ThyroSeq v3, Afirma GSC e ThyGenX/ThyraMIR, têm alto valor preditivo negativo e podem diminuir o número de cirurgias desnecessárias. A mutação BRAF V600E está ligada a uma maior agressividade do tumor e ajuda a determinar a extensão da cirurgia, enquanto as mutações da família RAS estão geralmente associadas a tumores de baixo ou intermediário risco, possibilitando a consideração da vigilância ativa em casos específicos. Conclui-se que os marcadores moleculares constituem um progresso significativo no tratamento personalizado dos nódulos tireoidianos indeterminados, apesar de sua ampla utilização ainda ser restrita no cenário brasileiro.
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