ATIVIDADES SIGNIFICATIVAS E O RESGATE DA AUTONOMIA NA REABILITAÇÃO PSICOSSOCIAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.049-036Palavras-chave:
Reabilitação psicossocial, Autonomia, Atividades significativas, Saúde mental, Inclusão socialResumo
O presente estudo teve como objetivo analisar a importância das atividades significativas no processo de reabilitação psicossocial, com ênfase no resgate da autonomia de indivíduos em sofrimento psíquico. Para isso, foi realizada uma revisão de literatura de caráter qualitativo, com levantamento de produções científicas disponíveis em bases de dados como SciELO e periódicos especializados na área da saúde mental, priorizando estudos publicados nos últimos anos. A análise dos dados evidenciou que a inserção de atividades significativas no cotidiano dos indivíduos contribui de forma expressiva para o desenvolvimento da autonomia, fortalecimento da identidade, ampliação das habilidades sociais e melhoria da qualidade de vida. Observou-se ainda que tais atividades, quando alinhadas aos interesses e à realidade dos sujeitos, favorecem maior engajamento no processo terapêutico, promovendo inclusão social e redução do estigma associado aos transtornos mentais. Além disso, constatou-se que a atuação de equipes multiprofissionais é fundamental para a construção de estratégias que valorizem o protagonismo do indivíduo, respeitando suas singularidades e potencialidades. Conclui-se, portanto, que as atividades significativas desempenham papel essencial na reabilitação psicossocial, sendo ferramentas eficazes para o resgate da autonomia e para a promoção de um cuidado mais humanizado e centrado no sujeito.
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