SEPSE, BIOFILME E INFECÇÕES RELACIONADAS A CATETERES: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.044-029Palavras-chave:
Biofilme, Cateteres venosos, Infecção hospitalar, Sepse, Unidade de Terapia IntensivaResumo
A sepse permanece entre as principais causas de morbimortalidade em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), sendo frequentemente associada a infecções relacionadas a dispositivos invasivos, especialmente cateteres venosos centrais. Nesse contexto, a formação de biofilmes microbianos representa um importante desafio clínico devido à capacidade de proteger microrganismos contra a ação antimicrobiana e mecanismos de defesa do hospedeiro. Este estudo teve como objetivo analisar os desafios contemporâneos relacionados à sepse, à formação de biofilmes e às infecções associadas a cateteres em pacientes críticos internados em UTI. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada a partir de artigos científicos publicados em bases de dados nacionais e internacionais, incluindo PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com seleção de estudos relevantes sobre a temática. Os resultados evidenciaram que os biofilmes constituem um fator determinante para a persistência de infecções, aumento da resistência microbiana e desenvolvimento de quadros sépticos graves. Além disso, fatores como tempo prolongado de permanência do cateter, falhas em protocolos assistenciais e uso inadequado de antimicrobianos contribuem para o agravamento do problema. Conclui-se que a implementação rigorosa de medidas preventivas, associada à educação permanente e à adoção de estratégias de controle de infecções, é essencial para reduzir complicações e melhorar a segurança do paciente crítico.
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