A INFLUÊNCIA DO ESTIGMA SOCIAL NO DESENVOLVIMENTO PSÍQUICO DE JOVENS LGBTQIAPN+ NO BRASIL: UMA ANÁLISE INTERSECCIONAL SOB A ÓTICA PSICANALÍTICA DECOLONIAL
DOI:
https://doi.org/10.63330/armv2n6-022Palabras clave:
Estigma social, Interseccionalidade, Psicologia decolonial, Jovens LGBTQIAPN+, Psicanálise críticaResumen
Este artigo científico propõe uma análise aprofundada da influência interseccional de estigmas sociais no desenvolvimento e na saúde psíquica de jovens pertencentes à comunidade LGBTQIAPN+ no contexto brasileiro. A investigação não se restringe à mera observação, mas articula de forma crítica e inovadora perspectivas psicanalíticas decoloniais, a teoria fanoniana e os estudos contemporâneos sobre interseccionalidade. Essa fundamentação teórica robusta permite ir além das explicações individualizantes do sofrimento. Uma revisão bibliográfica qualitativa e descritiva, o estudo se dedica a esmiuçar o profundo sofrimento psíquico que é sistematicamente engendrado e mantido por estruturas sociais, raciais e coloniais profundamente enraizadas na sociedade brasileira. Os resultados da análise são categóricos e revelam que os mecanismos de estigma e opressão não operam isoladamente, mas se retroalimentam e se intensificam dramaticamente em contextos de cruzamento entre marcadores sociais como raça, classe, território e religiosidade. Essa constatação sublinha a particular vulnerabilidade de jovens que ocupam múltiplas posições de subalternidade, como a juventude LGBTQIAPN+ negra e periférica. Diante desse quadro, o estudo exige, como implicação direta, a adoção de abordagens clínicas e psicossociais que sejam intrinsecamente sensíveis à complexidade da vida desses sujeitos. Tais abordagens devem estar visceralmente comprometidas com o processo de despatologização das identidades e do sofrimento. A pesquisa reafirma que o intenso sofrimento psíquico experienciado por esta juventude não pode ser interpretado como um simples desajuste individual ou falha pessoal. É, ao invés disso, o produto direto e manifesto dos persistentes mecanismos sociais, históricos e institucionais de opressão e violência simbólica que estruturam a sociedade brasileira.
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