COINFECÇÃO POR PARVOVIROSE E ERLIQUIOSE CANINA EM FILHOTE: RELATO DE CASO
DOI:
https://doi.org/10.63330/armv1n10-017Palavras-chave:
Ehrlichia canis, Parvovírus, Antibioticoterapia, CãoResumo
A coinfecção por parvovirose e erliquiose representa um importante desafio na rotina clínica veterinária, em razão da complexidade dos sinais clínicos e da dificuldade no manejo terapêutico quando essas enfermidades ocorrem simultaneamente. Este trabalho descreve o caso de uma cadela sem raça definida (SRD), que apresentava diarreia sanguinolenta com odor fétido, apatia, náuseas e perda de apetite. Ao exame físico, foram observados frequência cardíaca de 120 bpm, frequência respiratória de 40 mpm, temperatura retal de 38,5 °C e mucosas hipocoradas. Como exames complementares, realizaram-se hemograma e testes rápidos para parvovirose e erliquiose, ambos com resultados positivos. O tratamento instituído para a erliquiose baseou-se em antibioticoterapia, enquanto a parvovirose foi manejada por meio de terapia de suporte e controle dos sinais clínicos. Conclui-se que a identificação precoce da coinfecção e a instituição rápida de tratamento adequado são fundamentais para a melhora do prognóstico e a recuperação clínica do paciente.
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