“É POSSÍVEL RENASCER A FESTA? QUAL FESTA? E PARA QUEM?” COMO A EXPANSÃO MODERNIZADORA DAS GRANDES CIDADES ARREFECE O INTERESSE DOS JOVENS PELAS FESTAS TRADICIONAIS
DOI:
https://doi.org/10.63330/armv1n10-015Palavras-chave:
Festa, Jovens, Tradicional, Modernidade, FolcloreResumo
O sociólogo Florestan Fernandes costumava dizer em seus trabalhos que os fatos folclóricos sempre foram o centro das preocupações de seus estudos por acreditar que eles precisavam ser estudados e analisados de forma crítica. Para Fernandes (1989), eles também constituem uma realidade social que colaboram para o conhecimento humano – conhecimento de certas estruturas e funções da cultura de um grupo social. Já para Mário de Andrade (1959),o folclore é uma ótima modalidade de compreensão do homem, visto através das formas da cultura. Assim, tanto Fernandes (1989) quanto Andrade (1959) destacam as festas folclóricas como exemplo de precioso campo de observação para se compreender as várias dimensões e aspectos psicossociais e sócio-culturais de uma sociedade. Nessa perspectiva, dialogamos com jovens participantes da festa das Pastorinhas de Manaus para comprendermos como eles lidam com as tradições do passado.
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