A AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: O QUE AVALIAR E PARA QUE AVALIAR?
DOI:
https://doi.org/10.63330/armv2n7-021Palavras-chave:
Avaliação Formativa, Contextos Educativos, Educação Infantil, Políticas CurricularesResumo
Este artigo discute a complexidade da avaliação na Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica brasileira. O estudo tem como objetivo problematizar as múltiplas vertentes do processo avaliativo, visando superar a visão restrita que responsabiliza isoladamente a criança por seu desenvolvimento. Metodologicamente, trata-se de uma revisão bibliográfica e documental, fundamentada em normativas oficiais (Lei de Diretrizes Bases da Educação Nacional, Lei 9394/1996-LDBEN, Diretrizes e Bases da Educação Nacional para a Educação Infantil-DCNEI e Base Nacional comum Curricular- BNCC) e em teóricos do campo educacional. A discussão resgata o percurso histórico da avaliação no Brasil, desde a superação dos antigos testes de prontidão e de seu caráter de retenção até a consolidação da avaliação formativa, baseada na documentação pedagógica. O texto também tenciona a não neutralidade do olhar docente, evidenciando que os registros muitas vezes refletem juízos de valor e atuam como mecanismos de padronização da infância. Por fim, ancorando-se em experiências internacionais de países como Itália e Portugal, o estudo aponta que a avaliação na Educação Infantil deve transcender a observação exclusiva do sujeito-criança. Conclui-se que a avaliação precisa se configurar como um processo mais reflexivo e participativo, englobando a qualidade do contexto educativo, as famílias, a gestão e os profissionais, as condições diversas, ou seja, o contexto como um todo, e de fato, consolidando-se como uma ferramenta de transformação da práxis pedagógica e garantia de direitos.
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