USO INDISCRIMINADO DE ANTIBIÓTICOS PELA AUTOMEDICAÇÃO E SUAS IMPLICAÇÕES NA RESISTÊNCIA BACTERIANA
DOI:
https://doi.org/10.63330/armv2n5-081Palavras-chave:
Automedicação, Resistência microbiana, Antimicrobianos, Saúde PúblicaResumo
A resistência bacteriana representa um dos principais desafios contemporâneos à saúde pública, estando associada ao uso inadequado de antimicrobianos. Entre os fatores que contribuem para esse cenário, destaca-se a automedicação, prática que favorece a exposição incorreta a esses fármacos e intensifica a pressão seletiva sobre as populações bacterianas. O presente estudo teve como objetivo descrever os mecanismos pelos quais a automedicação pode acelerar o desenvolvimento da resistência bacteriana. Trata-se de uma revisão de literatura fundamentada em publicações científicas e documentos oficiais recentes. A análise evidenciou que a interrupção precoce do tratamento, o uso de doses inadequadas e a reutilização de sobras de medicamentos criam condições favoráveis à sobrevivência de microrganismos resistentes, além de estimular mutações e a transferência horizontal de genes de resistência. Como consequência, observa-se maior dificuldade terapêutica, necessidade de fármacos de última linha e aumento da morbidade e dos custos em saúde. Conclui-se que compreender essa relação é fundamental para fortalecer estratégias de controle e promover o uso racional de antimicrobianos.
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