USO EXCESSIVO DE TELAS E DESENVOLVIMENTO INFANTIL: LINGUAGEM, INTERAÇÃO SOCIAL E HABILIDADES COGNITIVAS
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.068-035Palabras clave:
Desenvolvimento infantil, Habilidades cognitivas, Interação social, Linguagem, Uso de telasResumen
O presente estudo aborda o uso excessivo de telas eletrônicas e seus reflexos sobre o desenvolvimento infantil, com foco na linguagem, na interação social e nas habilidades cognitivas. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, que teve por objetivo analisar as consequências desse uso a partir de evidências científicas disponíveis nas bases PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde. A busca, orientada por descritores combinados pelos operadores booleanos AND e OR, identificou inicialmente vinte e cinco registros, dos quais sete compuseram a amostra final analisada. Os resultados mostraram que o maior tempo de exposição às telas associa-se a habilidades linguísticas mais baixas e a maiores dificuldades de atenção, além de relação bidirecional com problemas socioemocionais. Verificou-se, contudo, que o contexto do uso é mais determinante do que sua duração: conteúdo educativo, uso compartilhado e mediação exercida pelos responsáveis relacionam-se a desfechos mais favoráveis, enquanto televisão ligada em segundo plano, conteúdo inadequado à idade e uso de telas pelos próprios cuidadores associam-se a desfechos menos favoráveis. Conclui-se que os efeitos do uso de telas na infância dependem de fatores como idade da criança, conteúdo, finalidade do uso e mediação adulta, e não apenas do tempo de exposição, o que reforça a importância de orientações voltadas à qualificação do uso, e não somente à sua restrição.
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Referencias
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