A BELEZA ESCONDIDA DA MATEMÁTICA: O QUE OS CONTOS DE FADAS PODEM ENSINAR À EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.067-001Palabras clave:
Contos clássicos, Educação Matemática, Interdisciplinaridade, Literatura infantil, MAEPM, Pensamento matemáticoResumen
A aproximação entre literatura infantil e Educação Matemática tem sido amplamente discutida na literatura, porém a maior parte das pesquisas concentra-se na utilização das narrativas como recurso didático para contextualizar conteúdos escolares. Ainda são escassos os estudos que investigam como as próprias estruturas narrativas mobilizam processos cognitivos característicos do pensamento matemático. Diante dessa lacuna, este artigo teve como objetivo analisar de que modo contos clássicos da literatura infantil evidenciam estruturas do pensamento matemático, propondo a Matriz Analítica das Estruturas do Pensamento Matemático em Narrativas (MAEPM) como referencial interpretativo. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica e documental, fundamentada na análise comparativa de seis obras clássicas: O Patinho Feio, João e Maria, Pinóquio, Alice no País das Maravilhas, O Pequeno Príncipe e O Mágico de Oz. A análise foi orientada por oito categorias da MAEPM: classificação, reconhecimento de padrões, raciocínio lógico, planejamento estratégico, resolução de problemas, modelagem, orientação espacial e proporcionalidade. Os resultados indicam que essas estruturas manifestam-se de formas distintas nas narrativas, evidenciando que os contos mobilizam processos cognitivos relacionados ao pensamento matemático mesmo na ausência de conteúdos matemáticos explícitos. Conclui-se que a principal contribuição do estudo consiste na proposição da MAEPM como um modelo analítico que amplia as possibilidades de investigação das relações entre literatura e Educação Matemática, oferecendo um referencial passível de aplicação em pesquisas futuras e em práticas pedagógicas voltadas ao desenvolvimento do pensamento matemático.
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