QUEM ASSINA A CAPA? AUTORIA E MEDIAÇÃO INDUSTRIAL NO ROCK PROGRESSIVO BRASILEIRO DOS ANOS 1970

Autores

  • Alexandre da Silva Cortez Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.064-018

Palavras-chave:

Autoria, Capas de disco, Indústria fonográfica, Mediação industrial, Rock progressivo brasileiro

Resumo

O estudo trata da autoria das capas de disco do rock progressivo brasileiro dos anos 1970, geralmente atribuídas à intenção da banda ou do ilustrador. Trata-se de um estudo de casos múltiplos, de natureza qualitativa, documental e iconográfica, cujo objetivo é examinar a cadeia de decisões que leva da encomenda à imagem impressa, distinguindo quem encomenda, quem executa, quem aprova ou recusa e o que as fontes permitem afirmar sobre cada elo. A metodologia combina a descrição das imagens em níveis, o levantamento de créditos, depoimentos e imprensa especializada e uma hierarquia explícita de evidências, aplicada a quatro capas: Moto Perpétuo (1974), Terreno Baldio (1976), Depois do Fim, do Bacamarte (1983), e Ave Sangria (1974). Os resultados indicam que a mediação industrial aparece de modo documentado apenas no caso do Ave Sangria, em que a gravadora recusou a arte original e mandou refazê-la sem consultar o grupo, ao passo que nos demais a cadeia permanece parcial ou invisível. Identificam-se quatro situações de autoria, indeterminada, creditada, deliberada e institucional, e o papel do estoque de procedimentos gráficos na circulação de repertórios internacionais. Conclui-se que a atribuição da capa a um autor deve dar lugar à identificação de agentes por elo, com graus declarados de documentação.

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Publicado

2026-10-22

Como Citar

Cortez, A. da S. (2026). QUEM ASSINA A CAPA? AUTORIA E MEDIAÇÃO INDUSTRIAL NO ROCK PROGRESSIVO BRASILEIRO DOS ANOS 1970. Aurum Editora (e-Books), 321-350. https://doi.org/10.63330/aurumpub.064-018