INFÂNCIAS NEURODIVERGENTES E ESCOLA INCLUSIVA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA O ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.067-129Palavras-chave:
Acolhimento escolar, Desenvolvimento infantil, NeurodiversidadeResumo
A inclusão de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Educação Infantil representa um desafio para as instituições escolares, especialmente diante da necessidade de reconhecer diferentes formas de comunicação, interação, aprendizagem e participação nas experiências da infância. Embora os avanços legais tenham ampliado o acesso dessas crianças ao ensino regular, o acolhimento efetivo exige condições pedagógicas, relacionais e institucionais que ultrapassem a garantia da matrícula. O presente estudo tem como objetivo analisar os principais desafios e possibilidades para o acolhimento de crianças com TEA na Educação Infantil, considerando as práticas pedagógicas inclusivas, a formação docente, a organização dos ambientes educativos e a participação das famílias. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental, de abordagem qualitativa e caráter descritivo-exploratório, fundamentada em produções científicas e documentos normativos relacionados à educação inclusiva, ao desenvolvimento infantil e à neurodiversidade. A análise da literatura aponta que a construção de ambientes acolhedores depende da valorização das singularidades infantis, da utilização de estratégias de comunicação acessíveis, da flexibilização das propostas pedagógicas e do respeito aos diferentes ritmos de desenvolvimento. Destaca-se também a importância das brincadeiras, das interações e da organização de rotinas que ofereçam previsibilidade sem restringir as possibilidades de exploração e participação das crianças. Entre os desafios identificados, encontram-se a insuficiência de formação específica, a presença de barreiras atitudinais, a escassez de recursos pedagógicos e as dificuldades de articulação entre escola, família e serviços de apoio. Conclui-se que a inclusão de crianças com TEA na Educação Infantil exige compromisso coletivo, planejamento sensível às diferenças e práticas que reconheçam cada criança como sujeito de direitos, assegurando oportunidades de convivência, aprendizagem, expressão e desenvolvimento integral.
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