BACIAS HIDROGRÁFICAS E A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA DENGUE NA REGIÃO HIDROGRÁFICA DO SÃO FRANCISCO: UMA ABORDAGEM COM GEOPROCESSAMENTO
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.072-001Palavras-chave:
Arbovirose, Bacia Hidrográfica do São Francisco, Dengue, Geoprocessamento, Vulnerabilidade socioambientalResumo
A dengue é uma arbovirose de grande relevância em saúde pública, influenciada por determinantes ambientais, biológicos e socioespaciais. Este estudo teve como objetivo analisar a distribuição espacial dos casos prováveis de dengue na Região Hidrográfica do São Francisco no ano de 2024. Trata-se de um estudo ecológico, descritivo, com abordagem quantitativa e uso de geoprocessamento. Os dados epidemiológicos foram obtidos no SINAN/DATASUS e os dados cartográficos na ANA (2020) e IBGE (2025). O processamento foi realizado no software livre QGIS 3.40, com compatibilização de códigos municipais de 6 e 7 dígitos e recorte espacial dos 505 municípios da bacia. Os resultados evidenciaram casos em 498 municípios, com concentração de maior incidência nos polos urbanos do Alto e Médio São Francisco, como Montes Claros/MG, Pirapora/MG, Petrolina/PE e Juazeiro/BA, associados à urbanização desordenada e intermitência no abastecimento de água. No Submédio e Baixo São Francisco, predominaram menores incidências, mantendo-se o risco pelo armazenamento domiciliar de água. Conclui-se que a bacia hidrográfica é unidade estratégica para vigilância em saúde e que a integração interdisciplinar entre Geografia e Biologia, mediada pelo geoprocessamento, é fundamental para direcionar ações de prevenção e controle.
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