DO TIKTOK AO TRIBUNAL DA RAZÃO: A SINA DE OFÉLIA, OS CLONES DE VOZ POR IA E O COLAPSO DO BELO KANTIANO

Autores

  • Divina Mendes Chagas Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/aurumpub.064-001

Palavras-chave:

Gênio, Immanuel Kant, Inteligência Artificial, Juízo de gosto, Sublime tecnológico

Resumo

Este artigo analisa o fenômeno viral da faixa musical A Sina de Ofélia, produzida por inteligência artificial (IA) em dezembro de 2025, à luz da estética de Immanuel Kant desenvolvida na Crítica da Faculdade do Juízo. A partir de revisão bibliográfica e estudo de caso, investiga-se em que medida uma obra gerada por algoritmos tensiona os conceitos kantianos de juízo de gosto, belo, gênio e sublime. O texto dialoga ainda com a concepção de agência artificial proposta por Luciano Floridi, distinguindo a capacidade da inteligência artificial de produzir efeitos estéticos da ausência de consciência, intencionalidade e criação genuína. Conclui-se que, embora sistemas de inteligência artificial sejam capazes de reproduzir padrões formais, despertar prazer estético e influenciar o gosto coletivo, permanecem incapazes de realizar o livre jogo das faculdades que fundamenta o belo kantiano. Nesse sentido, A Sina de Ofélia revela menos o triunfo da criatividade da máquina do que a emergência de um sublime tecnológico, no qual o espanto diante da potência dos algoritmos reafirma a centralidade da faculdade humana de julgar.

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Referências

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Publicado

2026-07-10

Como Citar

Chagas, D. M. (2026). DO TIKTOK AO TRIBUNAL DA RAZÃO: A SINA DE OFÉLIA, OS CLONES DE VOZ POR IA E O COLAPSO DO BELO KANTIANO. Aurum Editora (e-Books), 1-11. https://doi.org/10.63330/aurumpub.064-001