MUDANÇAS NOS CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DA HIPERTENSÃO ARTERIAL E SEUS IMPACTOS NA PREVALÊNCIA E NA CONDUTA CLÍNICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.061-020Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, Diagnóstico, Hipertensão Arterial, Monitorização da Pressão Arterial, PrevalênciaResumo
A hipertensão arterial sistêmica constitui um dos principais problemas de saúde pública mundial, devido à sua elevada prevalência e à associação com doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. Nos últimos anos, atualizações em diretrizes nacionais e internacionais promoveram mudanças nos critérios diagnósticos da hipertensão arterial, impactando a identificação dos casos e a condução clínica na Atenção Primária à Saúde. O presente estudo teve como objetivo analisar as mudanças nos critérios diagnósticos da hipertensão arterial e seus impactos na prevalência da doença e na conduta clínica desenvolvida na Atenção Primária à Saúde. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases SciELO, PubMed, Latindex e Scopus, contemplando publicações em português e inglês, publicadas entre 2022 e 2026. Foram incluídos 14 estudos que abordaram atualizações de diretrizes, métodos de monitorização da pressão arterial e implicações para a prática clínica. Os resultados evidenciaram tendência de harmonização entre recomendações internacionais, valorização da estratificação do risco cardiovascular e ampliação do uso da monitorização ambulatorial e residencial da pressão arterial. Também foram identificados desafios relacionados à qualificação profissional, à inércia diagnóstica e à organização dos serviços de saúde. Conclui-se que as mudanças nos critérios diagnósticos contribuem para maior precisão na identificação dos indivíduos em risco, exigindo fortalecimento das ações de cuidado e monitoramento na Atenção Primária à Saúde.
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