UM MODELO FORMATIVO INTEGRADO DE LIDERANÇA COOPERATIVA: ARTICULAÇÃO ENTRE DIMENSÃO HUMANA, PRÁTICAS DE GESTÃO E EQUIPES DE ALTA PERFORMANCE NO COOPERATIVISMO AGRO
DOI:
https://doi.org/10.63330/armv2n2-009Palavras-chave:
Liderança cooperativa, Formação de líderes, Cooperativismo, Equipes de alta performance, Gestão no agronegócioResumo
Este artigo apresenta a proposição e análise de um modelo formativo integrado de liderança cooperativa, construído a partir da articulação entre a dimensão humana da liderança, as práticas de gestão no contexto cooperativista e os processos de formação de equipes de alta performance no agronegócio. O estudo parte do reconhecimento de que os modelos tradicionais de formação de líderes, fortemente ancorados em abordagens instrumentais e tecnicistas, mostram-se insuficientes para responder às demandas contemporâneas enfrentadas pelas cooperativas, especialmente aquelas inseridas no contexto agro e da agricultura familiar, marcadas por relações comunitárias, governança democrática, complexidade decisória e pressão por resultados econômicos sustentáveis.
Do ponto de vista metodológico, trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, de caráter teórico-aplicado, desenvolvida a partir de análise crítica e integração conceitual de referenciais clássicos e contemporâneos sobre liderança, gestão de pessoas, comportamento organizacional e cooperativismo, articulados à experiência de desenho e implementação de uma unidade curricular voltada à formação de líderes cooperativos. O modelo proposto estrutura-se em três eixos formativos complementares: (i) fundamentos humanos e identitários da liderança; (ii) práticas de gestão cooperativa no cotidiano organizacional; e (iii) desenvolvimento de equipes de alta performance e gestão da mudança no contexto do agronegócio cooperativista.
Os resultados indicam que a integração entre formação humana, competências de gestão e práticas de desenvolvimento de equipes favorece a constituição de lideranças mais coerentes com os princípios cooperativistas, capazes de articular desempenho organizacional, governança democrática e sustentabilidade econômica e social. Conclui-se que o modelo formativo proposto oferece uma contribuição relevante tanto para programas de formação acadêmica quanto para iniciativas de desenvolvimento de lideranças em cooperativas, ao alinhar resultados organizacionais à formação ética, relacional e estratégica dos líderes.
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