DIREITO DAS PESSOAS PRIVADAS DE LIBERDADE E CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS POLICIAIS PENAIS: ANÁLISE INSTITUCIONAL DO SISTEMA PRISIONAL DO ACRE

Autores/as

  • Heyshyla Nicole Guimarães de Araújo Autor
  • Matheus Jefferson dos Santos Dão Autor
  • Olívio Botelho de Andrade Neto Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/armv2n5-072

Palabras clave:

Agentes Penais, Direitos Fundamentais, Condições de trabalho

Resumen

O presente artigo tem como objetivo investigar a situação do sistema carcerário no Brasil, destacando os principais entraves e desafios que enfrenta. A partir desse diagnóstico, a discussão se volta para a efetivação dos direitos dos presos e a melhoria das condições de trabalho dos policiais penais, que são indispensáveis para a segurança pública e a estabilidade do sistema de execução penal. Este trabalho é voltado para o Presídio Francisco de Oliveira Conde (PFOC). O trabalho investiga o abismo entre as garantias asseguradas pela Constituição de 88 e a realidade do Presídio, que caracteriza um “Estado de coisa institucional”. A questão crucial reside em como a falta de condições adequadas de trabalho para os policiais afeta diretamente a proteção dos direitos das pessoas que estão privadas de liberdade. A desumanização no sistema prisional é fruto de um descaso sistemático do Estado: ao negligenciar a saúde, a segurança e as condições de trabalho dos agentes, como a falta de EPIs e jornadas extenuantes, o Estado mantém um ciclo de violência e descaso que afeta tanto os que guardam quanto os que são guardados. Portanto, a proposta central é investigar essa relação de dependência mútua, mostrando que segurança pública e direitos fundamentais são dimensões que não se podem separar.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Referencias

AC24HORAS. Policiais penais do Acre relatam exaustão e insegurança no FOC devido à falta de agentes e à superlotação. Rio Branco, 2025. Disponível em: ac24horas. Acesso em: 18 maio 2026.

ADORNO, Sérgio. Sistema prisional e violência: problemas e desafios. In: ADORNO, Sérgio; SALLA, Fernando (org.). Criminalidade e violência nas cidades. São Paulo: Annablume, 2002.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: Planalto. Acesso em: 18 maio 2026.

BRASIL. Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984. Institui a Lei de Execução Penal. Brasília, DF: Presidência da República, 1984. Disponível em: Planalto. Acesso em: 18 maio 2026.

COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS (CIDH). Relatório sobre a situação dos direitos humanos nas cadeias brasileiras. Washington, DC: OEA, 2019. Disponível em: CIDH/OEA. Acesso em: 18 maio 2026.

CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ). Diagnóstico do sistema prisional brasileiro. Brasília, DF: CNJ, 2022. Disponível em: CNJ. Acesso em: 18 maio 2026.

CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ). Modelo de gestão da política prisional: caderno I: fundamentos conceituais e principiológicos. Brasília, DF: CNJ, 2020. Disponível em: CNJ. Acesso em: 18 maio 2026.

CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ). Mutirão Processual Penal 2023: relatório de resultados. Brasília, DF: CNJ, 2023. Disponível em: CNJ. Acesso em: 18 maio 2026.

CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ). Relatório: sistema penitenciário brasileiro: desafios e perspectivas. Brasília, DF: CNJ, 2021. Disponível em: CNJ. Acesso em: 18 maio 2026.

CONTILNET. Inspeção constata condições alarmantes em presídios do Acre. Rio Branco, 2023. Disponível em: ContilNet. Acesso em: 18 maio 2026.

CNN BRASIL. Pesquisa aponta exaustão e adoecimento entre policiais penais. São Paulo, 2024. Disponível em: CNN Brasil. Acesso em: 18 maio 2026.

Acre. DÉFICIT de vagas e superlotação pressionam sistema prisional do Acre. Folha do Acre, Rio Branco, 2024. Disponível em: Folha do Acre. Acesso em: 18 maio 2026.

DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO NACIONAL (DEPEN). Relatório de gestão do sistema penitenciário brasileiro. Brasília, DF: DEPEN, 2021. Disponível em: SENAPPEN. Acesso em: 18 maio 2026.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. 30. ed. Petrópolis: Vozes, 1975.

FREITAS, Pontes. Gestão penitenciária e ressocialização: desafios e perspectivas. Rio de Janeiro: Forense, 2019.

G1 ACRE. Sem contratações efetivas desde 2007, ação civil pública recomenda que AC realize concurso para policial penal. Rio Branco, 2020. Disponível em: G1 Acre. Acesso em: 18 maio 2026.

GMF/TJAC – Grupo De Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Tribunal De Justiça do Estado do Acre. Relatório de inspeção extraordinária. Rio Branco: GMF/TJAC, 2024/2025.

HUMAN RIGHTS WATCH. O Brasil precisa de uma nova estratégia para as prisões: relatório sobre condições prisionais no Brasil: violações e recomendações. New York: Human Rights Watch, 2021. Disponível em: Human Rights Watch. Acesso em: 18 maio 2026.

INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA (IPEA). O sistema penitenciário brasileiro. Rio de Janeiro: IPEA, 2020. Disponível em: IPEA. Acesso em: 18 maio 2026.

JANES, Sebastião. Policiais penais do Acre realizam protesto e denunciam abandono e falta de apoio. G1 Acre, Rio Branco, 2025. Disponível em: G1 Acre. Acesso em: 18 maio 2026.

LIMA, André Luiz et al. Condições de trabalho e sofrimento psíquico de policiais penais no Brasil. 2023. Disponível em: ResearchGate. Acesso em: 18 maio 2026.

MIRABETE, Julio Fabbrini. Execução penal. 20. ed. São Paulo: Atlas, 2013.

NASCIMENTO, Rafael Silva et al. O trabalho da polícia penal em perspectiva: desafios institucionais e gestão penitenciária contemporânea. Revista Brasileira de Execução Penal, Brasília, v. 6, n. 1, 2025. Disponível em: Revista Brasileira de Execução Penal. Acesso em: 18 maio 2026.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). Regras mínimas das Nações Unidas para o tratamento de reclusos (Regras de Nelson Mandela). Viena: UNODC, 2015. Disponível em: UNODC. Acesso em: 18 maio 2026.

PORTAL ACRE. Agentes denunciam sobrecarga e risco extremo em pavilhões superlotados. Rio Branco, 2025. Disponível em: Portal Acre. Acesso em: 18 maio 2026.

REVISTA DO INSTITUTO BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA (IBSP). Saúde mental dos policiais penais: uma revisão sistemática. 2022. Disponível em: RIBSP. Acesso em: 18 maio 2026.

ROMITA, Aramis Nassif. Manual de gestão holística de sistemas prisionais. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 1997.

SILVA, Adriana de Oliveira. A ressocialização no contexto do sistema prisional brasileiro. Revista Brasileira de Execução Penal, v. 7, n. 2, 2021. Disponível em: RBEP. Acesso em: 18 maio 2026.

SINPOL/AC – SINDICATO DOS POLICIAIS PENAIS DO ACRE. Relatório de condições de trabalho nas unidades prisionais do Acre. Rio Branco, 2025. Disponível em: ac24horas. Acesso em: 18 maio 2026.

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF). Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n.º 347/DF. Brasília, DF: STF, 2015. Disponível em: STF. Acesso em: 18 maio 2026.

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE (TJAC). Laudo de vistoria: condições do sistema prisional acreano. Rio Branco: TJAC, 2023. Disponível em: TJAC. Acesso em: 18 maio 2026.

WACQUANT, Loïc. As prisões da miséria. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

WACQUANT, Loïc. Párias urbanos: marginalidade na era neoliberal. Rio de Janeiro: Revan, 2007.

WAISELFISZ, Júlio Jacobo. Mapa do encarceramento: a juventude no Brasil. Brasília, DF: Secretaria-Geral da Presidência da República, 2015. Disponível em: Biblioteca Virtual em Saúde. Acesso em: 18 maio 2026.

Publicado

2026-06-01

Cómo citar

de Araújo, H. N. G., Dão, M. J. dos S., & de Andrade Neto, O. B. (2026). DIREITO DAS PESSOAS PRIVADAS DE LIBERDADE E CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS POLICIAIS PENAIS: ANÁLISE INSTITUCIONAL DO SISTEMA PRISIONAL DO ACRE. Aurum Revista Multidisciplinar, 2(5), 1-28. https://doi.org/10.63330/armv2n5-072