TELEMEDICINA ONCOLÓGICA NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E A EXPANSÃO DA REDE DE APOIO
DOI:
https://doi.org/10.63330/armv2n5-017Palavras-chave:
Telemedicina, Oncologia, SUS, Saúde Pública, EquidadeResumo
O presente artigo é parte de uma tese de doutoramento, exigência formal da integralização de créditos em Doutoramento em Ciências da Saúde. Câncer permanece como um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil, marcado por desigualdades regionais que comprometem os princípios do SUS. Este artigo analisa como a telemedicina oncológica, além de regulamentada por marcos legais recentes, tem se consolidado como política pública transformadora. A partir da experiência do Ceará e de iniciativas como Telessaúde Brasil Redes e OncoApp, evidencia-se a capacidade da telessaúde de reduzir o tempo de diagnóstico, ampliar a adesão ao tratamento e integrar equipes multiprofissionais. Mais do que citar normas, o estudo demonstra que a telemedicina redefine fluxos de cuidado, fortalece redes de apoio e atua como instrumento de justiça social.
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