SUBJETIVIDADE NEGRA: PROCESSOS DE IDENTIFICAÇÃO E PERTENCIMENTO
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.069-008Palabras clave:
Branquitude, Identidade, Pertencimento racial, Racismo, Subjetividade negraResumen
O presente capítulo analisa a constituição da subjetividade negra a partir das relações entre racismo, processos de identificação, reconhecimento e pertencimento racial. O estudo caracteriza-se como pesquisa de abordagem qualitativa e de caráter teórico, desenvolvida a partir da leitura, análise e articulação de produções teóricas selecionadas de acordo com sua pertinência ao problema e aos objetivos propostos, utilizando o fichamento como recurso para organização do material analisado. O objetivo consiste em analisar as relações entre racismo e constituição da subjetividade negra, considerando as contribuições de Susana Molon, Frantz Fanon, Neusa Santos Souza, Maria Aparecida Bento e Ricardo Franklin Ferreira. Os resultados evidenciam que a desvalorização racial não constitui característica inerente ao sujeito negro, mas está relacionada a processos históricos que produziram hierarquias raciais e estabeleceram a branquitude como referência de valor e reconhecimento. Também apontam que os efeitos do racismo alcançam a dimensão subjetiva, incidindo sobre a relação dos sujeitos com seus corpos, trajetórias, ideais e pertencimentos, enquanto a análise da branquitude evidencia mecanismos sociais e psicossociais envolvidos na manutenção de posições de privilégio. Por fim, demonstra-se que a subjetividade negra não se constitui exclusivamente sob os efeitos da violência racial, envolvendo também movimentos de questionamento, resistência, ressignificação e construção de novas formas de identificação e pertencimento. Conclui-se que compreender a subjetividade negra exige articulá-la às condições históricas e sociais que participam da produção das desigualdades raciais, sem desconsiderar as possibilidades de transformação construídas pelos sujeitos em suas relações sociais.
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