PLANTAS INVISÍVEIS: ANÁLISE DAS CAUSAS DA IMPERCEPÇÃO BOTÂNICA
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.028-022Palavras-chave:
Impercepção botânica, Educação ambiental, Ensino de botânica, Metodologias ativas, Consciência ecológicaResumo
Este trabalho investiga as causas da impercepção botânica no contexto educacional e propõe estratégias para sua superação, entendida como a dificuldade de perceber, valorizar e compreender o papel das plantas na manutenção da vida e no equilíbrio dos ecossistemas. Trata-se de um fenômeno multifatorial, relacionado a fatores biológicos, culturais e pedagógicos, que contribuem para o distanciamento entre o ser humano e o mundo vegetal. A pesquisa, de caráter bibliográfico e abordagem qualitativa, analisou estudos recentes sobre o ensino de botânica e práticas educativas voltadas à sensibilização ambiental, indicando que o desinteresse dos alunos, o baixo engajamento docente, a urbanização e o predomínio de uma visão zoocêntrica estão entre as principais causas da impercepção botânica. Constatou se, ainda, que a adoção de metodologias ativas, aulas práticas e abordagens interdisciplinares pode favorecer o reconhecimento da importância das plantas e fortalecer a consciência ecológica. Conclui-se que a educação desempenha papel decisivo na superação da impercepção botânica, sendo essencial para promover uma relação mais consciente e sustentável entre os seres humanos e o meio natural.
Downloads
Referências
AMAZONAS, Larisa Ferreira; FIGUEIREDO, Erick Frota Gomes. Uma revisão sobre o uso das plantas medicinais como tratamento da COVID-19 e a importância do profissional farmacêutico no estado do Amazonas. Research, Society and Development, v. 10, n. 15, e406101523451, 2021. DOI: https://doi.org/10.33448/rsd-v10i15.23451.
ARAÚJO, José João Siqueira de. Produtividade das indústrias de cera de carnaúba no estado do Piauí. 2008. Dissertação (Mestrado em Economia) – Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2008
AOYAMA, E. M. Monteiro Lobato, a ciência e sua contribuição contra a cegueira botânica. Revista Ciências Humanas, v. 15, nº 32, 2022.
BARBOSA, Gabriel Pereira Imolesi; LIMA, Nathália Oliveira; OLIVEIRA JUNIOR, Waldesse Piragé de; OLIVEIRA, Favízia Freitas de. Associação entre abelhas nativas e o pequizeiro (Cariocar spp.): nidificação e uso dos recursos florais. Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v. 17, n. 3, p. 01-10, jan. 2021. DOI: 10.55905/revconv.17n.3-104.
FARDO, M. L. A Gamificação aplicada em ambientes de aprendizagem. Porto Alegre: Renote, v. 11, n. 1, 2013.
KOEHLER, D. A cegueira botânica e suas implicações no ensino e na formação dos sujeitos. Centro Universitário Internacional UNINTER. Artigo apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso. 1º Semestre, 2022.
MENOSSI, M. J.; et al. Interdisciplinaridade: um instrumento para a construção de um modelo assistencial fundamentado na promoção da saúde. Rev Enferm UERJ. 2022.
PIASSA, G. Os conceitos de cegueira botânica e zoochauvinismo e suas consequências para o ensino de biologia e ciências da natureza. São Paulo: Universidade Estadual de Campinas, 2022.
SALATINO, A.; BUCKERIDGE, M. Mas de que te serve saber botânica?. In: Estudos avançados, n. 30. v. 30, 2016.
SILVA, C. C. (Org). Práticas educativas de Botânica. São Paulo: Atlas, 2023.
SILVA, D. A. da et al. A sabedoria que vem da terra: plantas medicinais e ensino de ciências da natureza. Porto Alegre: Artmed, 2024.
SANTOS, F. S. A Botânica no Ensino Médio: será que é preciso apenas memorizar nomes de plantas. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2008.
SOUZA, M . O ensino de Botânica na educação fundamental II: análise de uma proposta educativa. Enseñanza de las ciencias. Revista de investigación y experiencias didácticas, n. Extra 2021.
URSI, Suzana; SALATINO, Antonio. É tempo de superar termos capacitistas no ensino de Biologia: impercepção botânica como alternativa para "cegueira botânica". Boletim de Botânica, São Paulo, v. 39, p. 1-4, 2022. DOI:10.11606/issn.2316-9052.v39ip1-4.
VIEIRA, J. A. et al. Introduzindo a botânica no ambiente escolar: Levantamento florístico da pele E.E. São Paulo: Universidade de São José do Rio Preto, 2024.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.