A DIFICULDADE DA CRIANÇA LAUDADA NA ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.067-014Palavras-chave:
Educação especial, Educação integral, Educação inclusiva, Escola de tempo integral, Inclusão escolarResumo
A educação inclusiva constitui um direito fundamental e exige que o sistema educacional assegure não apenas o acesso à escola, mas também condições efetivas de permanência, participação, aprendizagem e desenvolvimento. No contexto das escolas de tempo integral, essa discussão assume particular relevância, uma vez que a ampliação do período de permanência do estudante na instituição exige novas formas de organização pedagógica, planejamento e acompanhamento individualizado. O presente artigo tem como objetivo analisar as dificuldades que podem ser vivenciadas por crianças com deficiência, transtorno do espectro autista, transtornos do neurodesenvolvimento e outras necessidades educacionais específicas no contexto da escola de tempo integral. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e caráter reflexivo, fundamentada em legislação educacional, documentos oficiais e estudos científicos nacionais e internacionais relacionados à educação inclusiva, educação especial, educação integral e adaptações no ambiente escolar. Os estudos analisados indicam que a permanência ampliada na escola não constitui, por si só, um fator negativo; entretanto, quando não acompanhada de organização adequada dos tempos, espaços, atividades, recursos de acessibilidade e estratégias pedagógicas individualizadas, pode intensificar barreiras já existentes. Evidenciam-se ainda a importância da formação continuada dos profissionais, da articulação entre escola e família, do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e da construção de ambientes que considerem aspectos pedagógicos, sociais, comunicacionais e sensoriais. Conclui-se que uma escola de tempo integral verdadeiramente inclusiva deve compreender a criança em sua singularidade, reconhecendo seus ritmos, potencialidades e necessidades, de modo que ampliar o tempo escolar também representa ampliar as possibilidades de aprendizagem, participação, convivência e desenvolvimento.
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