CONHECER O NOME É CONHECER A ALIANÇA - UMA EXEGESE TEOLÓGICA E CULTURAL

Autores

  • Nilton da Rocha Lima Autor

DOI:

https://doi.org/10.63330/armv1n6-021

Palavras-chave:

Nomes de Deus, Identidade espiritual, Hebraico bíblico, Teologia relacional

Resumo

O presente estudo, intitulado “CONHECER O NOME É CONHECER A ALIANÇA”, investiga a centralidade dos nomes de Deus na tradição judaico-cristã como elementos estruturantes da identidade espiritual, cultural e litúrgica contemporânea. Fundamentado em fontes bíblicas, exegese do hebraico bíblico e análise sociocultural, o projeto parte da premissa de que os nomes divinos  tais como Elohim, Adonai, El Shaddai e Adonai Tzva’ot — entre outros — revelam não apenas atributos teológicos, mas são também dispositivos relacionais que estabelecem uma ponte relacional entre o cristão e o Eterno. A metodologia adotada foi qualitativa, com observação participante em contextos eclesiásticos, entrevistas informais, análise de conteúdo e aplicação de um questionário diagnóstico. Os resultados evidenciam uma disparidade entre o crescente interesse das lideranças em aprofundar seu conhecimento sobre os nomes sagrados e a limitada oferta de formação nesse campo por parte das lideranças religiosas e professores. Aponta-se ainda a superficialidade litúrgica generalizada e a empobrecimento da experiência espiritual decorrente da negligência no ensino do nome de Deus em sua forma original. A discussão teórica, ancorada em autores como Geertz, Hall e Halbwachs, revela que o nome, na cosmovisão bíblica, é expressão do caráter e da presença divina. Conclui-se que o resgate pedagógico e teológico desses nomes é urgente e estratégico para a revitalização espiritual nas comunidades cristãs, especialmente no que se refere à formação bíblica, à adoração significativa e à identidade relacional com o Deus da Aliança.

Referências

ALEXANDER, J.C. The Performance of Politics: Obama's Victory and the Democratic Struggle for Power. Oxford: Oxford University Press, 2009.

ANDERSON, B. Imagined Communities: Reflections on the Origin and Spread of Nationalism. London: Verso, 1991.

BANKS, J.A. An Introduction to Multicultural Education. New York: Allyn & Bacon, 2008.

BARBER, B. Jihad vs. McWorld: Terrorism's Challenge to Democracy. New York: Ballantine Books, 1995.

BHABHA, H. The Location of Culture. New York: Routledge, 1994.

CLIFFORD, J. The Predicament of Culture: Twentieth-Century Ethnography, Literature, and Art. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1988.

COHEN, A.P. The Symbolic Construction of Community. London: Routledge, 1985.

COSTA, A. O Sincretismo Religioso na América Latina: Um Estudo de Caso. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2018.

CRYSTAL, D. Language Death. Cambridge: Cambridge University Press, 2000.

DENZIN, N.K. The Research Act: A Theoretical Introduction to Sociological Methods. New York: McGraw-Hill, 1978.

ELLEN, R.F. Ethnographic Research: A Guide to General Conduct. London: Academic Press, 1996.

FEATHERSTONE, M. Undoing Culture: Globalization, Postmodernism and Identity. London: Sage Publications, 1995.

FISHMAN, J.A. Reversing Language Shift: Theory and Practice of Assistance to Threatened Languages. Clevedon: Multilingual Matters, 1991.

FOSTER, R.J. Coca-Globalization: Following Soft Drinks from New York to New Guinea. New York: Palgrave Macmillan, 2010.

FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1970.

GEERTZ, C. The Interpretation of Cultures: Selected Essays. New York: Basic Books, 1973.

GOMES, A.R. As Festas Religiosas e Sua Influência na Coesão Social. São Paulo: Editora USP, 2019.

HALL, S. Cultural Identity and Diaspora. In: Rutherford, J. (Ed.) Identity: Community, Culture, Difference. London: Lawrence & Wishart, 1992.

HALL, S. Representation: Cultural Representations and Signifying Practices. London: Sage Publications, 1997.

HALBWACHS, M. On Collective Memory. Chicago: University of Chicago Press, 1992.

HOBSBAWM, E.; RANGER, T. The Invention of Tradition. Cambridge: Cambridge University Press, 1983.

JENKINS, H. Convergence Culture: Where Old and New Media Collide. New York: New York University Press, 2006.

KRIPPENDORFF, K. Content Analysis: An Introduction to Its Methodology. Thousand Oaks: Sage Publications, 2004.

MENDES, L.F. Políticas Culturais e a Preservação do Patrimônio Imaterial no Brasil. Brasília: Iphan, 2021.

NADER, L. Up the Anthropologist: Perspectives Gained from Studying Up. In: Hymes, D. (Ed.) Reinventing Anthropology. New York: Pantheon Books, 1972.

RICHARDS, G. Cultural Tourism in Europe. Wallingford: CAB International, 1996.

ROBERTSON, R. Glocalization: Time-Space and Homogeneity-Heterogeneity. In: Featherstone, M.; Lash, S.; Robertson, R. (Eds.) Global Modernities. London: Sage Publications, 1995.

ROCHA, L. Quando clamares o meu nome eu os ouvirei dos céus, 2025.

SAID, E. Orientalism. New York: Pantheon Books, 1978.

SCOTT, J.C. Domination and the Arts of Resistance: Hidden Transcripts. New Haven, CT: Yale University Press, 1990.

SILVA, J.P. Narrativas Orais e Identidade Cultural: um Estudo Comparativo. Porto Alegre: Editora PUCRS, 2020.

SKUTNABB-KANGAS, T. Linguistic Genocide in Education - Or Worldwide Diversity and Human Rights? Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates, 2000.

SMITH, L. Uses of Heritage. London: Routledge, 2006.

SPIVAK, G.C. Can the Subaltern Speak? In: Nelson, C.; Grossberg, L. (Eds.) Marxism and the Interpretation of Culture. Urbana: University of Illinois Press, 1988.

TOMLINSON, J. Globalization and Culture. Chicago: University of Chicago Press, 1999.

VANSINA, J. Oral Tradition as History. Madison: University of Wisconsin Press, 1985

Downloads

Publicado

2025-08-26

Como Citar

CONHECER O NOME É CONHECER A ALIANÇA - UMA EXEGESE TEOLÓGICA E CULTURAL. (2025). Aurum Revista Multidisciplinar, 1(6), 286-307. https://doi.org/10.63330/armv1n6-021