MÍDIAS DIGITAIS E TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA): IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL E ESTRATÉGIAS DE MEDIAÇÃO NA ESCOLA E FAMÍLIA
DOI:
https://doi.org/10.63330/armv2n5-088Palavras-chave:
Mídias digitais, Transtorno do Espectro Autista, Saúde mental, Inclusão escolar, Tecnologia educacionalResumo
O avanço das tecnologias digitais tem provocado transformações significativas nas formas de comunicação, interação social e aprendizagem na sociedade contemporânea. Nesse contexto, crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) passaram a utilizar com maior frequência dispositivos eletrônicos, aplicativos educacionais, jogos digitais e plataformas online, tanto nos ambientes escolares quanto familiares. Embora essas ferramentas possam favorecer a comunicação, a inclusão e o desenvolvimento cognitivo, também podem produzir impactos negativos quando utilizadas de forma excessiva ou sem mediação adequada. O presente estudo tem como objetivo analisar os efeitos das mídias digitais na saúde mental de crianças e adolescentes com TEA, identificando benefícios, riscos e estratégias de mitigação desenvolvidas pela escola e pela família. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória e bibliográfica, fundamentada nas contribuições teóricas de Paulo Freire, Lev Vygotsky, José Moran, Vani Moreira Kenski, além das reflexões de Sherry Turkle e Jean Twenge sobre os impactos das tecnologias digitais nas relações humanas e na saúde mental. A análise da literatura evidencia que as tecnologias digitais podem atuar como importantes instrumentos de aprendizagem, comunicação e inclusão de crianças e adolescentes com TEA quando utilizadas de forma planejada, crítica e mediada pela escola e pela família. Entretanto, o uso excessivo das telas pode intensificar sintomas relacionados à ansiedade, isolamento social, dependência tecnológica e dificuldades de autorregulação emocional. Conclui-se que a mediação compartilhada entre escola e família constitui elemento essencial para potencializar os benefícios das tecnologias digitais e minimizar seus impactos negativos sobre a saúde mental e o desenvolvimento socioemocional de crianças e adolescentes com TEA.
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