ADOECIMENTO MENTAL DE GRADUANDOS CONCLUINTES DE ENFERMAGEM: MITO OU REALIDADE DETERMINADA E EVITÁVEL?
DOI:
https://doi.org/10.63330/armv2n1-011Palabras clave:
Enfermagem, Estresse psicológico, Estudante de enfermagem, Saúde mental, Transtornos mentaisResumen
O adoecimento mental na graduação em Enfermagem, particularmente entre os estudantes concluintes, transcende o mito e se estabelece como uma realidade determinada por complexas vulnerabilidades acadêmicas, sociodemográficas e psicossociais. Este estudo, uma revisão integrativa da literatura, teve como objetivo primordial analisar as evidências científicas acerca dos fatores determinantes para o sofrimento psíquico de graduandos concluintes do bacharelado em enfermagem. A metodologia adotada seguiu rigorosamente as seis etapas de uma Revisão Integrativa da Literatura (RIL), com busca na base de dados Scientific Electronic Library Online (SCIELO), abrangendo publicações entre 2016 e 2025. Após um criterioso processo de seleção, 11 artigos compuseram a amostra final, revelando um quadro preocupante. Os achados consolidam que uma parcela expressiva de acadêmicos relata sintomas em níveis graves ou extremamente graves de ansiedade (42,4%), depressão (35,6%) e estresse (36,9%). O estresse não apenas está presente, mas se intensifica progressivamente com o avanço no curso, sendo significativamente maior nos semestres finais (6º ao 10º). Os principais fatores determinantes identificados são a dificuldade no Gerenciamento do Tempo, frequentemente o domínio mais estressor, as pressões inerentes à Realização das Atividades Práticas e a Formação Profissional (medo de erro, responsabilidade e incerteza no mercado de trabalho). Variáveis sociodemográficas como o sexo feminino, o custo dos estudos e a baixa renda também contribuem significativamente para a elevação do estresse. Conclui-se que a vulnerabilidade psicossocial e acadêmica é acentuada nos graduandos concluintes, exigindo uma urgente reflexão institucional e a implementação de políticas de apoio que assegurem uma transição mais saudável para o exercício profissional.
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Referencias
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