DESENHO UNIVERSAL DA INFORMAÇÃO (DUI) EM BIBLIOTECAS DIGITAIS: PRINCÍPIOS, MODELOS E APLICAÇÕES PRÁTICAS
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.023-001Palavras-chave:
Desenho Universal da Informação, Acessibilidade, Inclusão digital, Justiça informacional, Bibliotecas digitaisResumo
Este capítulo discute o Desenho Universal da Informação (DUI) como paradigma fundamental para promoção da inclusão, acessibilidade e Justiça Informacional em bibliotecas digitais. A partir de uma abordagem teórico-conceitual, analisa-se a evolução do DUI e suas articulações com direitos humanos, políticas de acessibilidade, mediação crítica da informação e curadoria digital. Considera-se que bibliotecas digitais constituem ambientes sociotécnicos cujos aspectos tecnológicos, culturais e organizacionais influenciam diretamente a equidade no acesso ao conhecimento. Ao examinar princípios como equidade de acesso, simplicidade, flexibilidade, percepção da informação e tolerância ao erro, evidencia-se como esses elementos ampliam a autonomia informacional dos usuários. O capítulo também aborda o papel dos metadados inclusivos, da interoperabilidade e dos padrões internacionais (WCAG, Dublin Core, Schema.org, FAIR/IDEIA, ISO 16363) na construção de ecossistemas digitais acessíveis. Apresentam-se ainda modelos de referência internacionais e desafios estruturais e epistemológicos enfrentados pelas instituições brasileiras, propondo recomendações práticas para repositórios institucionais e bibliotecas da Rede Federal. Conclui-se que o DUI transcende a dimensão técnica, configurando-se como compromisso ético e educativo que reposiciona bibliotecas digitais como espaços de democratização do conhecimento e de construção da cidadania.
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