TRAUMATISMO CRANIOENCEFALICO: IMPLICAÇÕES E MANEJO
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.024-009Palavras-chave:
Traumatismo cranioencefálico, Monitorização neurológica, Danos neurológicos, Atendimento de emergênciaResumo
O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é uma condição neurológica resultante de uma força externa que causa lesão ao cérebro, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo, especialmente entre os jovens adultos. Sua etiologia é variada, incluindo acidentes de trânsito, quedas, agressões e acidentes esportivos, sendo mais frequente em ambientes urbanos e regiões com alta incidência de violência. A gravidade do TCE varia de leve a grave, dependendo do mecanismo de trauma, do tipo de lesão e da resposta do organismo. O diagnóstico do TCE baseia-se na avaliação clínica e na utilização de exames de imagem, como tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM). A avaliação neurológica inicial deve seguir protocolos padronizados, como a escala de Glasgow, que classifica o nível de consciência do paciente em graus de 3 a 15, auxiliando na determinação da gravidade da lesão. Pacientes com TCE leve geralmente apresentam bom prognóstico, enquanto os de gravidade moderada a grave podem evoluir com complicações graves, incluindo edema cerebral, hemorragias intracranianas, herniações e aumento da pressão intracraniana (PIC). O manejo do TCE envolve uma abordagem multidisciplinar, priorizando a estabilização hemodinâmica e respiratória, manutenção da via aérea permeável e controle da PIC. Intervenções farmacológicas incluem o uso de agentes hiperosmolares, anticonvulsivantes e sedativos, além de medidas cirúrgicas, como a drenagem de hematomas ou craniectomia decompressiva, quando indicado. A monitorização contínua da PIC e da oxigenação cerebral é fundamental para evitar lesões secundárias, que podem agravar o quadro neurológico. A reabilitação é uma etapa crucial após a fase aguda, visando recuperar funções motoras, cognitivas e sensoriais, além de promover a reintegração social do paciente. A prevenção do TCE envolve ações educativas, uso de equipamentos de proteção, fiscalização de trânsito e melhorias na infraestrutura urbana. O prognóstico do TCE depende da gravidade da lesão, do tempo de intervenção e da qualidade do suporte fornecido, sendo que a reabilitação precoce aumenta significativamente as chances de recuperação.
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