ENTRE RESISTÊNCIAS E PERMANÊNCIAS: COLONIALIDADE, CULTURA E CONFLITOS SOCIAIS NA FORMAÇÃO HISTÓRICA DO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.018-030Palavras-chave:
Colonização, Resistência, Permanências históricasResumo
Este estudo se propõe a analisar, sob a perspectiva da longa duração, de que maneira as diversas formas de resistência – indígena, africana, popular e trabalhadora – se consolidaram como elementos estruturantes da formação histórica brasileira. Articulando a colonialidade, a exploração econômica, a violência racial e as desigualdades regionais, a pesquisa discute a persistência de práticas de dominação estabelecidas no período colonial, que continuam a operar no presente, moldando conflitos, identidades e disputas por direitos. Ao mobilizar uma bibliografia tanto clássica quanto contemporânea, demonstra-se que os povos indígenas, os africanos escravizados e as camadas populares não assumiram um papel passivo, mas, sim, atuaram como protagonistas essenciais na construção cultural, política e social do país. É fundamental que se compreenda a dinâmica dessas resistências e suas permanências para a análise dos desafios que o Brasil contemporâneo enfrenta, sobretudo no que diz respeito à preservação cultural, à luta antirracista, às desigualdades socioeconômicas e às mobilizações populares.
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