METODOLOGIAS ÁGEIS E TRADICIONAIS NO CICLO DE VIDA DO SOFTWARE
DOI:
https://doi.org/10.63330/aurumpub.005-015Palavras-chave:
Engenharia de Software, Metodologias Ágeis, Metodologias tradicionaisResumo
Este trabalho aborda a comparação entre metodologias ágeis e tradicionais aplicadas ao ciclo de vida do software, considerando suas características, aplicações, limitações e contribuições para o desenvolvimento de sistemas computacionais. O objetivo principal foi analisar como essas metodologias influenciam a eficiência, a flexibilidade e a qualidade no processo de produção de software, considerando as demandas contemporâneas de mercado. A pesquisa adotou abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica, com base em autores como Pressman (2001), Sommerville (2003), Beck (1999), Royce (1970) e dados do Standish Group (1995). O estudo identificou que as metodologias tradicionais, representadas pelo modelo clássico ou cascata, ainda são úteis em contextos com requisitos bem definidos e necessidade de rigor documental. No entanto, apresentam dificuldades em projetos sujeitos a mudanças frequentes, devido à sua rigidez e estrutura sequencial. Em contrapartida, as metodologias ágeis, como o Extreme Programming e o Scrum, oferecem maior adaptabilidade, promovem a comunicação direta entre equipes e clientes, favorecem entregas rápidas e contínuas e reduzem falhas ao longo do projeto. Os resultados indicam que a escolha metodológica deve considerar o contexto organizacional, o tipo de projeto e o grau de instabilidade dos requisitos. Conclui-se que, embora não haja uma metodologia universalmente superior, as abordagens ágeis têm se mostrado mais eficazes em ambientes dinâmicos, colaborativos e orientados à entrega contínua de valor ao cliente.
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